segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tropa e Ralo

Ainda bem que O Cheiro do Ralo me redimiu da Tropa de Elite. Que merda facista! O Cheiro, uma das mas contundentes obras do cinema brasileiro, além da sutileza em torno da bunda e da remissão ao trocadilho "rabo", é coisa de cinema europeu - no máximo, argentino. Tropa é uma ode ... deixa pra lá. É Paulo Coelho com Afanásio Jazadji: o raso com o escroto filhodaputa.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Powertube

O Youtube vai acabar aposentando o Powerpoint. Dentre os zilhões de arquivos - muitos, geniais -, andam transferindo os all-type (claro, e as musiquinhas também) pro webtubo. Este aqui é um chato de esquerda (Antonio Nóbrega ao fundo) contra a idiotice neo-brilhantino-fascistóide do "Cansei". Tá bom; melhor que fique no Youtube. Pelo menos param de enviar por e-mail aquelas (des)animações com flores e pores-de-sóis photoshopados girando sem parar, com trilha sonora de cartão americano. Haja saco!

domingo, 5 de agosto de 2007

Cansei. Anrram.

20/7/07 – “Assessor de Lula faz gesto surpreendente após reportagem”.
29/7/07 – “Em dado momento, os manifestantes começaram a gritar ‘Fora, Lula’”
1/8/07 – “Diálogos gravados na cabine do Airbus da TAM revelam que pilotos não conseguiram abrir o spoiler, equipamento de frenagem.”

17/8/07 – "Cansei"

Wadih Damous, presidente da OAB do Rio disse ao Paulo Henrique Amorim (2/7/07) que “o resultado previsível do movimento ‘Cansei’ é o ‘Fora Lula’”. Disse também que a OAB-RJ é contra o “Cansei” e não concorda que a OAB-SP tenha se tornado relações públicas do movimento.
“Algumas entidades que têm uma história não muito recomendável em termos de luta pela democracia integram esse movimento. A Fiesp, por exemplo, uma das artífices do Golpe de 1964. Algumas personalidades que também não primam muito pela defesa da democracia, por exemplo, o empresário João Dória Júnior” (...) “Eu me lembro que foi exatamente assim que se gestou o golpe de 64, com uma indefinição momentânea, com uma crítica muito genérica... e vai se caminhando em linha reta ... para o golpe”.


Leia http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/447001-447500/447144/447144_1.html

Agora um tempero com um pequeno trecho de "O individualismo paradoxal: introdução ao pensamento de Gilles Lipovetsky, por Sébastien Charles (Lipovetsky, Gilles. Os tempos hipermodernos. Trad. Mário Vilela. São Paulo: Barcarolla, 2004). It's up to you.

“No fundo, trata-se de compreender que a pós-modernidade se apresenta na forma do paradoxo e que nela coexistem intimamente duas lógicas, uma que valoriza a autonomia, outra que aumenta a independência. O importante é entender bem que é a própria lógica do individualismo e da desagregação das estruturas tradicionais de normatização o que produz fenômenos tão opostos quanto o autocontrole e a abulia, o superempenho prometéico e a total falta de vontade. De um lado, mais tomada de responsabilidade; de outro, mais desregramento. A essência do individualismo é mesmo paradoxo. Ante a desestruturação dos controles sociais, os indivíduos, em contexto pós-disciplinar, têm a opção de assumir responsabilidade ou não, de autocontrolar-se ou deixar-se levar.”

Comunicação com transparência. Parece óbvio, mas, nem sempre é.

Resolvi pensar um pouco a crise que a Unimep está enfrentando, do ponto de vista da Propaganda (e do Marketing, com perdão e licença dos peagadês). Sim, eu sei que o buraco é mais embaixo. É que muita gente ainda acha que publicitário é como aquele médico que diante da impossibilidade de curar o câncer, prefere fechar a ferida e mandar o paciente pra casa a fim de morrer em paz (no meu tempo tinha disso). Quem quiser se atualizar sobre o assunto. Então, foi isso que escrevi:

COMUNICAÇÃO COM TRANSPARÊNCIA – FERRAMENTA PARA VENCER A CRISE
Wesley Lopes Honório


A Universidade é uma instituição construída para a educação e para a democracia. Tem, portanto, o DNA da transparência. A política das “portas abertas” e do compartilhamento de decisões que se fortaleceu no ambiente corporativo público e privado na última década, são hábitos que já fazem parte da natureza universitária. Mas, “se for para ficar nu, é melhor estar em forma”, como aconselham Don Tapscott e David Ticollos em A Empresa Transparente. De acordo com esses autores, na era da transparência as empresas devem se apresentar “visíveis para seus acionistas, clientes, funcionários, parceiros e para a sociedade”.

Coragem para expor os problemas
A garantia de sobrevivência das marcas é a sua capacidade de manter uma relação aberta com a sociedade. As atitudes honestas e transparentes estão em alta e as corporações se deram conta que seu ativo principal é a imagem e, ao invés de produtos, vendem confiança. Desde a adesão dos funcionários, com programas eficientes de responsabilidade social, até a relação que estabelecem com as comunidades das quais fazem parte, tudo entra no pacote da credibilidade. Se esses princípios estiverem bem estabelecidos, a empresa poderá expor seus problemas independentemente da sua gravidade. No caso de uma instituição como a Unimep, ter a coragem de se comunicar com transparência, com sobriedade e profissionalismo é tarefa relativamente simples, porque conta com o apoio espontâneo da comunidade.

Valorização da imagem em um novo ambiente
Alguém já disse que “a única companhia que jamais conhecerá uma crise é aquela que já foi à falência” e a Unimep está vivendo uma de suas mais importantes crises institucionais. Por mais que a instituição tenha aprendido com as lições do passado, os problemas financeiros e os conflitos de ordem política e administrativa contaminaram – com medidas que ainda precisam ser investigadas – a opinião pública, e não podem ser encarados ingenuamente como questões políticas contornáveis, sem que se leve em conta a importância do prejuízo à imagem institucional. A crise financeira e a política podem ser defrontadas sem, necessariamente, a perda de confiança da comunidade; mas, a crise de imagem, sem cuidadosa avaliação e diligência, pode afetar a reputação de forma devastadora. É preciso muito cuidado para não tomar o aprendizado com as crises do passado como parâmetro para solucionar os problemas de hoje. O ambiente não é mais o mesmo. Na sociedade da informação viral, em que a opinião das minorias vem embalada pelo descrédito nas instituições e por supostas teorias conspiratórias, pequenas ondas se transformam em tsunamis. Se o alicerce da confiança for atingido, até campanhas publicitárias podem agravar a situação.

O exemplo do McDonald’s
Guardadas as devidas proporções e considerada a natureza funcional da Universidade, a recente campanha publicitária do McDonald’s para recuperar sua imagem – veiculada nas principais revistas semanais brasileiras –, demonstra a dificuldade que a comunicação enfrenta quando precisa apagar incêndios. Os anúncios de página-dupla da rede de fast-food expuseram em detalhes (incluindo um guia nutricional encartado), a sua política de mudanças e o reposicionamento ético em relação à abordagem dos anúncios dirigidos às crianças em idade pré-escolar. Outros exemplos poderiam ser listados, mas importa ressaltar a extrema importância que a imagem da empresa/instituição adquiriu a partir do final do século passado. O patrimônio físico continuará sendo menor que os ativos intangíveis porque é o patrimônio da marca que fica na mente das pessoas.

Eu te disse, eu te disse...

Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando anunciaram o nome do Jobim para Ministro da Defesa: taí o candidato do Lula! "Será???", alguém me disse duvidando. Agora saiu a matéria de capa da Carta Capital. Ele já havia sido sondado para a vice-presidência na chapa petista. Jobim é forte. Só de servir de trincheira contra o bosta-mole do Alckmin já é grande coisa. E contra o meu conterrâneo, o playboy das alterosas. Gente boa, que cê pricisa vê, minino!